Vade tomare in culus sancti

O papa, sinhô Bento dezesseis, publicou o Sacramento Caritatis, que é tipo pra dizer ao mundo como deve se comportar pra ir pro céu. Depois de acabar com o limbo por decreto (assim como JP II disse que a punheta não era mais pecado), resolveu dizer mais coisinhas da fé católica.

Primeiro ponto: ”A prática do segundo casamento é ’uma verdadeira praga do ambiente social contemporâneo que vai progressivamente corroendo os próprios ambientes católicos’ ” Segundo: a condição do divorciado ”contradiz a união de amor entre cristo e a igreja” e não pode receber a eucaristia (sejá lá o que diabo for isso). Terceiro: os políticos católicos não podem votar leis ”contra a natureza humana” – aborto, eutanásia e união homossexual. Aqui merece um comentário, quem vai criar o bebê? O bispo? Os padres quem sabe se animem com a idéia! Sofrer numa vida vegetativa faz parte da natureza humana? O casamento civil gay agiliza várias coisas burocráticas, já a igreja tem no currículo uma boa dose de casamentos forçados, com amor ou não, não importa, desde que seja vaginal. Quarto: O celibato é uma ”riqueza inestimável”, não trepar deve ser mesmo da natureza humana! *Os trechos entre aspas são excertos da Folha de S. Paulo de 14-03-07.*

Agora o que me espantou é a instrução pros padres rezarem a missa em latim e utilizarem cantos gregorianos. Hum, eu sou agnóstico, porém, quando criança, freqüentei a igreja lutherana, é um ambiente muito bom, tem festa, jogos pra crianças, encontro de corais, bandas. Embora eu não compartilhe das idéias de qualquer religião, tinha integração e nenhuma lavagem cerebral ou dogmas retardados (e o pastor tem esposa, o que evita vários escândalos). Mas vejamos, se tu tem fé na igreja, acredita, quer rezar, fazer parte da coisa, vai ter que saber latim? Parece coisa de manter o povo ignorante e domado, achei que fazia alguns séculos que tinha acabado. Num governo laico, chega um ponto que o pessoal se cansa e vai pra qualquer igreja que o pastor grita, berra, mas fala em português, é acessível, tem igreja no bairro. Os católicos se espantam.

E tu perguntas: Zietz, seu ateuzinho de merda, que que tu tem a ver com isso? E eu respondo, sua, anta. O gorverno é laico, mas tem deus é amor na nota, numseioquê de deus na constituição, e claro: uma religião oficial e 120 milhões de católicos. Muitos dessa porrada de gente vai ouvir o papa nem que ele fale pra comer merda. Vai quem sabe não encapar o pau e pegar doença, apedrejar gueis, olhar torto pros desquitados, tudo o que sinhô Bento (ou deus encarnado) considera da natureza humana. E mais, eu quero que tenha missa em latim, escândalo de abuso de menores, migração pra igreja Renascer quadrado do sol poente de judas, e que tombe primeiro a maior, bando de reacionário.

PS: Mas o padre Pinto, o padre Quevedo e o padre surfista são muito engraçados.

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Íbis ganha o brasileirão no quesito ‘caimento de uniforme’

Domingo à tarde, joguinho na tevê, restos do almoço, aquela Xixincariol choca, parece tá tudo beleza! Daí, os narradores perguntam – É justo o resultado? – Como assim? Engasgo na cerveja, o prato de chouriço cai! Pomba, o que vale é gol! G O L, gol. Se o juiz não errou, o resultado é sempre justo!

O que os caras querem dizer é, na verdade, que o time que ‘merecia ganhar’ é o que teve domínio do meio-campo e chegou mais a uma possibilidade de gol. Bom, se teve o domínio e não conseguiu marcar é um baita dum time incompetente. O outro time teve uma chance e abriu o escore, ótimo, funcionou; seja num contra-ataque ou num escanteio, aproveitou com êxito uma única jogada.

Uma máxima do futebol é ‘quem não faz, leva’. Na prática, esse time incompetente tem várias chances e não consegue marcar, o técnico, que não faz idéia do que seja tática, não faz nada, deixa o time avançar de qualquer jeito e, pumba, toma no rabo. Daí o comentarista, principalmente um centroavante meia-boca, fala que o time levou azar e que merecia a vitória.

Qualquer bêbado que treinava os times antigamente, se necessário, deixava a estrela colada na lateral (podia ser Garrincha, Zagallo{que como treinador é um ponta-esquerda do caralho}, Pelé, Gérson) e puxava a marcação deixando livre qualquer imbecil que conseguisse chutar uma bola. Os super-treinadores de hoje, que ganham uma nota preta, ficam insistindo na mesmo coisa e dizem no final que faltou sorte, merecia ganhar.

O time do Brasil de 98, treinado por um certo ponta, viu que a marcação dos laterais, que já não apóiam muito, tava emperrando um meio mais-ou-menos, e ficou nesse chove não molha. Pau, dois gols de cabeça do Zidane (acho que os primeiros dele fora da várzea); nessa última, com Txuram velho e sem alguns ótimos jogadores de 98 tomou só um. Dessa vez ninguém disse que merecia a vitória, mas a apatia dos Parreiras da vida é o que motiva os especialistas das transmissões a proclamarem aos quatro ventos, jogo depois de jogo, se a vitória foi merecida ou não.

A Alemanha venceu duas das seleções com maior potencial (Hungria de 54 e Holanda de 74) porque estudou o adversário e não amarelou, Em 74 venceu um timaço de virada (o gol da Holanda foi sem deixar a Alemanha tocar na bola), não deixou se abater pelo placar contrário, um dos esquemas mais inovadores da história e jogadores incríveis. Parabéns, teve a competência de fazer dois gols e não deixar marcarem de novo, simples não?

Agora, se o que vale é ‘técnica’, controle de jogo, volume, pode-se fazer um futebol por pontos. Já pensou que maravilha? Com especialistas em nhenhenhé julgando quesitos: defesas plásticas, drible, bateria da organizada, musa da torcida, chuteira mais colorida. Que beleza heim? Imagina só! – Acabou o jogo no Maracanã, a torcida permanece na final da copa do mundo de 2014 pra ouvir a nota do último jurado, Brasil e Argentina empatados. Atenção! – Quesito cobrança de lateral: Argentina……………Dez, Brasil…………… Nove ponto nove.

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mais vale um chicotinho na bunda que duas AK-47 na mão

‘EMBAIXADOR ISRAELENSE É ENCONTRADO NU E EMBRIAGADO Tzuriel Refael estava com artefatos sexuais sadomasoquistas. Ele servia na embaixada de El Salvador.’ www.g1.com.br 12-03-07

Pobre Tzuriel, um judeu que é realmente o cara e poderia apontar um caminho para toda essa nação-país-estado perdida entre a faixa-de-gaza e uma puta passagem bíblica acerca do povo escolhido.

Não conheço esse cidadão, nem sua história; porém vamos imaginar! Tzuriel nasceu em Israel e logo de pequeno lhe cortaram o freio do pinto, acompanhou ranucás, mitzvás e essas coisas todas. Ao crescer se deu conta que palestinos e judeus tinham os mesmos objetivos de todo ser humano: comer, amar e não ser uma bosta.

Tzuriel, contudo, notou que não poderia mudar seu país com uma estratégia rípi, os paradigmas estreitos, arraigados na estrela de davi e no crescente não iriam culminar com uma suruba hebráico-árabe.

Após uma juventude problemática, não sentindo a sua alma pura enquadrar-se no serviço militar israelita, pensou em acabar com a vida. Entretanto, Tzuriel era forte, e decidiu arranjar dinheiro até que as coisas melhorassem. Com seu espanhol aprendido numa zona de imigrantes semi-escravas peruanas, conseguiu uma vaga na embaixada.

San Salvador!!! San Salvador soava como a anunciação das cornetas de d-us (por que os judeus não escrevem deus?), um país tropical em que poderia  mandar j-vé a merda e viver uma vida normal (lembre-se: comer, amar e não ser uma bosta-humana).

Mas, nobre leitor, a chancelaria (o que d-abos é isso afinal?) de Israel, ao saber da notícia do primeiro parágrafo declarou – ‘Em 60 anos de existência do Estado de Israel, alguns de nossos diplomatas tiveram condutas que nos envergonharam, como acontece em todos os países, mas nunca se havia visto um embaixador culpado de conduta indecente em via pública. Isto é o cúmulo!’ www.g1.com.br 12-03-07

Pobre Tzuriel, era um bom homem, gostava de sexo e de cuecas de couro, tomava um trago e caiu pelado um dia na rua, acontece com qualquer um. O cúmulo é treinar crianças no exército ou morrer em nome de maomé. Será que não, senhor c-anceler? 

 

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Brasil totalflex, pode cagar na nossa cabeça ou comer nosso rabo

O Buxi veio ao Brasil, cadê a rede do terror? Ninguém pra explodir o bairro que ele tava! Não ia mudar quase nada, mas sei lá, talvez não quisese mais comprar nosso álcool.

A questão do encontro era essa, álcool. No Brasil, com cana, é melhor, mais barato, rende mais e contém 10 vitaminas e minerais essenciais. Mas não que o Buxi queira diminuir o consumo de petróleo, a emissão de gases comedores de ozônio ou qualquer gentileza dessas. Acho que a fé dos euanos corre no sentido de: Ah, vão inventar um ar-condicionado gigante txu America, dê greitest cãôntri im dê uoarld!

O Buxi quer é se livrar do Oriente-Médio, do Chávez, das 539 ex-repúblicas soviéticas, muito problemáticos e que não dão a bunda tão facilmente como o Brasil. Tu vai dizer: Zietz, seu otário, isso vai fazer o Brasil crescer, superávit, exportação! – Claro sua mula, tu é dono de alguma fazenda? Os bóia-frias vão ter até unimédi decerto! O Brasil já é líder (ou vice-líder, ou na faixa da Libertadores, não sei bem) na produção de soja, e o que que tu ganhou com isso? Pica no furico. Se o cara tem uma fazenda do tamanho de Sergipe e Santa Catarina juntos, ele tá cagando e andando pra tudo!

Agora, tu, pobre assalariado, decrépito desempregado, infeliz chefe de si mesmo (leia vendedor de pamonha no sinal), vai continuar a se fuder. Eles estão unidos, o Buxi e o da Silva; agricultores e a copersucar. Terroristas do mundo, explotai-vos!

PS: Leitores espertinhos, por que não dá pra jogar Ozônio pelos ares? Não dá pra fazer? E ouro? Tu conheces algum alquimista? ‘Você é feito dos mesmos átomos que aquela montanha, então você pode destruí-la!’ Lógica torta dos Cavaleiros do Zodíaco

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o mercado está bem, e eu, puto

O mercado está tenso, o mercado está nervoso, o mercado está eufórico! Esse filhadaputa tem muitas mudanças de humor, tem sentimentos e vida própria; é como um deus grego: cultuado, poderoso e humanizado. Por que não, o mercado foi sodomizado, o mercado tem câncer, o mercado morreu.

Ouvi um repórter dizer na televisão que o recém divulgado plano de estatização de Chávez era a cópia de um sistema comunista que não deu certo em lugar nenhum. Oquei, o soviético, chinês, cubano, vietnamita, coreano não foram la crrrrrêm de la crrrrrêm; mas o capitalismo deu certo onde, quando, quem viu?

Os defensores do capital sempre alardearam a livre concorrência e a oferta de mão-de-obra como alicerces da justiça e da liberdade. É falso. Monopólio, cartel de transporte, truste fudendo os pequenos, roldingue de 3476 empresas. Os países ricos protegem seus produtores, os setores básicos são estatais, globalização no dos outros é refresco.

Os governos socialistas sempre foram acusados de cercear a liberdade e ‘mexer’ demais na economia, sociedade e na alma das pessoas; mas e essas táticas do parágrafo anterior? Óemecê barne im réu! E o Brasil, é o comuna dos comunas; se controlar a economia é exclusividade vermelha, comprar 100 bilhões de dólares é a foice trepando com o martelo; mas por grana, ao redor desse trópico capricornalista.

Argentina, México, Rússia, Tailândia; uma hora vai flutuar, deixar rolar e pau na bunda. Bolsa de Xangai é o caralho, lei anti-truste não existe, monsanto patenteando o feijão preto, Brasil comprando dólar no paralelo, de truff is auti der! Ai uana bilív! Concorrência perfeita não existirá nunca, o mercado está com uma leve indisposição, mas já tomou um comprimido.

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carniceiros

Vegetariano é quem não come carne, de nenhuma espécie. Vegan é quem não come nada de origem animal (leite, ovos, banha ou pigmentos feitos de algas unicelulares), ser vegan é difícil, até no empanado de brócolis eles pincelam ovo (gotcha!), e às vezes as coisas não ficam tão gostosas (embora o bolo de chocolate vegan seja inexplicavelmente saboroso, melhor que o com ovos, leite e manteiga – procure no Gúgol a receita).

Seguindo… acho que qualquer desses sistemas alimentares é saudável, a maioria das pessoas come proteína demais que o corpo não absorve, e a carne industrializada tem um monte de gororoba que faz mal. Acho ainda que grande parte da população não teria coragem de matar um animal. Nem com uma ferramenta, quanto mais como os grandes felinos que(realmente carnívoros) matam com os dentes e comem cru; o homem é carniceiro, come depois que outros mataram e quando deixou de ser fresca (o carnívoro gosta de sangue não de filé bem-passado). Somos carniceiros, como o urubu. :^)

Apesar disso tudo eu gosto de carne, mal-passada, gosto muitíssimo. E não vejo problema em comer carne. Também conheço gente vegetariana muito saudável e que não gosta de sentir que um bicho foi morto se não é necessário. Por que todo esse blá-blá-blá então? Porque ser vegetariano não vai ajudar a acabar com a fome. É verdade que muitas toneladas de alimentos são utilizadas pra dar de comer pras vacas, porcos, e afins. Mas esse espaço não será transformado em plantação de comida. O mundo produz comida mais do que suficiente pra todo o planeta. Uma porrada de grãos é queimada porque não tem preço no mercado.

O problema é o capital! Vale mais um quilo de maminha argentina que um caminhão de pepino. Porque a vaca é alimentada com caviar, tem massagem nas tetas e nunca andou na vida pra não ter músculos (carne dura). Como eu falei, não vejo problema nenhum em comer carne. Eu mesmo, Zietz, tive duas vacas e um touro: a Olho-Vivo, a Rosinha e o Faro-Fino. Eu gostava muito deles, tirava leite, fazia carinho e dava fota (trato pra vaca), eles acabaram na minha barriga. Só que diferente das vacas das mega-corporações, eles viveram uma vida normal, andando, comendo fota e sal, balançando o rabo pra espantar as moscas, cagando no pasto e dormindo em cima.

É mil vezes diferente do que as indústrias que fazem o Beibe bífi, bezerros presos e com comida deficitária (pra ficar com a carne macia), eles lambem os ferros do rancho desesperadamente pois tem uma necessidade de minerais absurda, a cena é chocante. Também tem as galinhas que são abatidas em poucos dias. Isso é realmente cruel, o capital e a criação de animais, agregando valor a custa de sofrimento.

E essas filosofia de lucro gere todos os campos, da arte ao material de construção, da agricultura aos rípis vendedores de pulseirinha. Infelizmente também a nossa vida. E nesse estágio do capitalismo, a comida não ia baixar de preço com mais produção, a lógica é outra e muito mais cruel. Todos os produtos de consumo sofrem disso, animal, vegetal, virtual ou autoral. O gesto mais nobre que fiz na vida foi não comprar porra nenhuma e comer a Rosinha perto da morte, era eu ou os urubus.

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33 rotações

A Polysom é a única empresa brasileira que ainda faz vinil, o longueplêi. E claro, prum público restrito. O saite só falta mandar tu ir embora e esquecer essa porra de discão. Visite, quem sabe tu não grava tua banda em compacto 7 ” rosa? http://www.polysombrasil.com.br

Mas eu não vou falar de como a capa do vinil era legal e grandona, o ritual de limpar o disco, lado B, blé blé blé. Nem de como o Elepê mantém as faixas de freqüência mega-ultra-hard-sônicas, que eu não manjo nada disso.  

O assunto é: muita informação! Todo mundo hoje tem uma carrada de músicas que baixou, de roque, salsa, sucessos do momento, música pra festa, música pra suruba, clássicos (…chorando se foi, quem um dia só me fez chorar…), da banda do amigo, o latido do cachorro em 78 canais remixado… É tanta coisa que ninguém ouve o álbum inteiro ou sequer a música mais de uma vez, ninguém mais vira o disco e vai fazer café ou brincar com o Rex. É uma nova banda atrás da outra pra dáunloudi – Essa vai salvar o roque – É a sensação da Malásia – Bomba nas pistas de Xangai – Tudo bem, são legais, mas tu nem vai prestar atenção na maioria.

Já disse um sábio velho: No começo dos tempos só havia um sorvete e todos eram felizes, agora há 137 sabores e cada escolha implica 136 perdas, gerando infelicidade! Vamos fazer só de pistache, o velho plantava pistache (isso se planta?)

E não é só na música: é muito noticiário, muita internet: Mara Maravilha pelada (enter) tá lá! Rough guide to glorious Casáqstan (enter) tá lá! É como uma punheta, vai direto ao ponto, mas não tem nem um pouco da graça do cortejo, conquista e fornicação. Aquela busca incessante, de seis meses, cheia de tensão sexual pela Plêibói da Mara Maravilha, que acabava com um êxtase profundo de sofrimento recompensado. Com todos os foras, desilusões e ereções perdidas estimulantes que a bronha e a internet não trazem. 

Não que a internet (e a masturbação) não tenham coisas boas, pelo contrário, mas aprendemos a correr com qualquer coisa, trabalho, estudo, projetos, sexo (goza logo que eu tenho que acordar 6:30), esporte (academia amanhã: 45 minutos de corrida moderada). Muita coisa é inerente ao sistema em que vivemos, mas o que não é, vamos deixar islou, 33 rotações! 

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